Romanos 2 - Falsos Moralistas e Judeus sob Julgamento



CAPÍTULO 2 – FALSOS MORALISTAS E JUDEUS SOB JULGAMENTO

         O principal objetivo de Paulo no capítulo 1 é mostrar que os gentios são dignos de condenação. No capítulo 2 ele se volta para os falsos moralistas e judeus, no intuito de provar que tanto os judeus quanto os gentios foram encerrados debaixo da desobediência.

Apontar erros dos outros não gera créditos com Deus se eu praticar aquilo que condeno. Isto é viver hipocritamente, e o julgamento de tais pessoas não são de acordo com a verdade. Ser exigente com os outros e complacente com nós mesmo não nos faz escapar do julgamento de Deus (1-3). Paulo segue afirmando que a graça de Deus nos é concedida para nos levar ao arrependimento. Quem deseja a graça, mas uma graça que não leva ao arrependimento, despreza a graça. (4)

Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus (2.5)

É preciso fazer escolhas segundo a vontade de Deus, perseverando em fazer o bem, mesmo que as circunstâncias façam parecer que ser honesto não é lucrativo pois, a vida não se encerra com a morte. Ou acumulamos e estocamos bons tesouros no céu, ou acumulamos a ira para o dia do julgamento. (5-7)

Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. (2.12)

Segundo Romanos a salvação é pela fé (1.16), mas o julgamento é pelas obras (2.6). Cada um será julgado segundo a luz que lhe foi revelada. Os que pecaram sem lei perecerão sem lei, assim como os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. (12)
No versículo 13 Paulo é enfático ao dizer que ser somente um ouvinte da lei não poderá ser justificado por ela, mas aquele que cumpre a lei serão justificados. Esta afirmação de Paulo é naturalmente hipotética, uma vez que nenhuma carne é justificada pela lei (3.20).



O TRIBUNAL DO ESPÍRITO SANTO NA CONSCIÊNCIA HUMANA – 2.14-16

         Deus não só revelou sua glória aos gentios através das coisas criadas, mas também instalou nas mentes humanas uma espécie de tribunal onde a nossa consciência nos acusa quando ferimos a lei de Deus ou nos defende proporcionando paz de espírito ao praticar a justiça. Por isso nós sentimos quando praticamos o mal, mesmo sem antes alguém ter dito que tal coisa era má. O versículo 16 me ensina o que costumeiramente me esqueço ao longo dos dias: Chegará o dia que Deus julgará os pensamentos secretos dos homens... Tudo que eu pensei, meus segredos mais ocultos serão revelados, ou seja, exibidos abertamente perante Deus e eu, e o padrão de justiça será o evangelho.



OS JUDEUS E A LEI: A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO
OS CRISTÃOS E O EVANGELHO: O VERDADEIRO BATISMO
17-29


ACERCA DA CONDUTA

         Do versículo 17 a diante, Paulo argumenta diretamente contra a posição dos judeus. Os judeus cometiam um erro gravíssimo que era confiar na circuncisão e no fato de serem descendentes de Abraão para a salvação. Eles achavam que pelo fato de serem descendentes de Abraão e circuncidados eles já seriam automaticamente salvos. Além de ser um equívoco, esta conduta resultava em soberba e sentimento de superioridade com relação aos gentios.
Paulo afirma que os judeus eram instruídos na lei e conheciam a vontade de Deus (17,18). Eram completamente convencidos de que eles tinham a verdade e que eram luz do mundo, instrutores de ignorantes e crianças (19,20). O problema dos judeus não era ter conhecimento da verdade de Deus, muito menos ensinar as escrituras para os ignorantes e para as crianças. O grande problema dos judeus era o falso moralismo, ou seja, ensinar e pregar uma coisa que eles não viviam. Diziam que não se deve roubar, mas roubavam; diziam que não se deve adulterar, mas adulteravam; e outras coisas mais. Por esse motivo o nome de Deus era blasfemado entre as nações.
Infelizmente este problema continua; só que na igreja. Muitos que se dizem “cristãos” pregam uma forma de vida que não condiz com sua conduta. Dizem que não se deve roubar, mas não procura pagar as dívidas, dizem que são contra a idolatria, mas idolatram homens, diz que se deve viver em santidade mas nadam na correnteza do mundo.
Na TV e nos jornais impressos, estrelas “evangélicas” mostram seu show em nome de Deus, enganando, prostituindo o evangelho, ensinando heresias incalculáveis sem viver a verdade da palavra de Deus que é a nossa ÚNICA regra de fé e prática. Desta forma, assim como nos tempos do apóstolo, por vossa causa o nome de Deus é blasfemado entre as nações (24).

ACERCA DA CIRCUNCISÃO E BATISMO (25-29)

         A partir do verso 25, Paulo ensina que a circuncisão só é válida para quem pratica a lei de Deus. Esta passagem nos ensina o real objetivo do batismo cristão através de um retrato do passado dos judeus e o triste cenário dos irmãos que acreditam que pelo fato de serem batizado e frequentarem a igreja estarão automaticamente salvos.
É oportuno dizer que assim como havia circuncisão externa e circuncisão do coração, hoje para a igreja existe o batismo nas águas e o batismo com o Espírito Santo. O batismo nas águas é um sacramento exterior que representa a regeneração. Se uma pessoa foi batizada nas águas, mas ainda não foi batizada pelo Espírito Santo, o batismo nas águas só serviu para incluí-la na lista de membros da congregação que ela reúne; porém, só com o batismo nas águas não será apta para Deus incluir seu nome no livro da vida. Resumindo, o batismo representa a regeneração, mas não é a regeneração. A bandeira do Brasil representa o Brasil, mas ela não é o Brasil, e nem pode substituir o Brasil (25-27).

         O capítulo 2 finaliza com a afirmação do apóstolo: [...] judeu não é que o é exteriormente, nem é circuncisão quem o é apenas no exterior. Mas judeu é quem o é no interior, e circuncisão é a do coração, realizada pelo Espírito, não pela letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.
Aplicando os dois últimos versículos à igreja, ficaria mais ou menos assim: [...] porque não é cristão quem o é exteriormente, nem é regenerado o que é batizado apenas no exterior. Mas cristão é quem o é no interior, e batismo eficaz é do Espírito Santo, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.

Em suma, o batismo é um sacramento importante e indispensável, mas apenas o rito não pode garantir a salvação de ninguém, a menos que aceite Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador, sendo batizado pelo Espírito Santo e perseverando até o fim com o fruto do Espírito Santo citado em Gálatas 5. Não cometamos o mesmo erro dos judeus. 






Leia também: Romanos 1 - O caminho que o mundo escolheu

O Caminho que o Mundo Escolheu - Romanos 1




Extraído da carta escrita pelo apóstolo Paulo à igreja situada em Roma. Estima-se que tenha sido escrita no inverno de 57-58 d.C, estando Paulo em Corinto, na casa do seu amigo Gaio, ao final de sua terceira viagem missionária aos territórios que margeiam o Mar Egeo e às vésperas de partir para Jerusalém levando a oferta para os crentes pobres (15.22-27). O portador é uma senhora chamada Febe, de Cencréia, subúrbio de Corinto, que estava de saída para Roma (16.1-2).

CAPÍTULO 1 – A CONDENAÇÃO DOS GENTIOS

         Já partindo do versículo 16, eu aprendo com Paulo que o evangelho não é algo que eu deva me envergonhar. Neste caso, eu devo assumi-lo tanto em público quanto no anonimato. O mundo prega a ideia do “faça o que queres e seja feliz”, e por sua vez segue conceitos tortuosos como ideologia de gênero, casamento entre pessoas do mesmo sexo sendo aceito dentro de uma igreja, aborto, material escolar sobre sexualidade gay para crianças de 6 anos de idade (kit gay), carnavais, bebedices, orgias e mais uma gama de conceitos e práticas torpes que são contrárias ao evangelho. O caráter e a justiça de Deus repudiam toda sorte de iniquidade e, ao contrário do sistema filosófico do mundo, o evangelho não é um texto ou conceito meramente intelectual. O evangelho é o poder de Deus para a salvação.

O capítulo 1 da epístola de Romanos é uma revelação do que aconteceu com a humanidade desde o início do seu declínio.
Tribos e sociedades que moram em lugares longínquos onde o evangelho ainda não chegou, como por exemplo os índios antes do descobrimento do Brasil, não são desculpáveis perante Deus por este motivo. 19 Pois o que se pode conhecer sobre Deus é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Os atributos invisíveis de Deus podem ser vistos claramente desde a fundação do mundo; por isto estes homens e mulheres, injustos e impiedosos são indesculpáveis perante Deus (20).

A humanidade cometeu pelo menos 4 erros que foram a causa de sua decadência:

  • 1 – Conheceram a Deus, mas não o glorificaram como tal em suas vidas, antes, seguiram sua própria justiça. (21)
  • 2 – Se encheram de orgulho de suas especulações e filosofia de vida tornando-se loucos. (22)
  • 3 – Substituíram a glória do Deus eterno por imagens de homens e animais. (23)
  •  4 – Trocaram a verdade pela mentira. Adoraram e serviram mais ao homem do que a Deus. (25)



Após a queda de Adão e Eva, o homem não tem livre-arbítrio para escolher ser bom ou mal, como está escrito: não há justo, nem um sequer (3.10). O que nos faz andar na justiça de Deus é o próprio Espírito Santo de Deus (Fl 2.13), sendo assim, Ele mesmo entregou a humanidade aos desejos de seus próprios corações. (24)
O ato de Deus “tirar o pé do freio” e deixar que os gentios fossem guiados pelas concupiscências de seus próprios corações foi um terrível castigo, pois o coração do homem é mal desde sua meninice (Gn 8.21).  Sem freios, homens e mulheres começaram a ter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, construindo assim uma mentalidade condenável (26-28).

O resultado do homem sem Deus desde os tempos de Adão até o século 21 aponta vinte e uma características reprováveis do ser humano pós-queda (29-31):

1.      Injustiça
2.      Malícia
3.      Cobiça
4.      Maldade
5.      Inveja
6.      Homicídio
7.      Discórdia
8.      Engano
9.      Depravação
10. Intromissão
11. Calúnia
12. Inimigos de Deus
13. Insolência
14. Orgulho
15. Arrogância
16. Inventor de males
17. Desobediência aos pais
18. Insensatos
19. Indignos de confiança
20. Sem afeto natural
21. Sem misericórdia


No fim das contas, todos sabem direta ou indiretamente que Deus reprova e condena tais coisas e, mesmo assim, os homens não somente as praticam, mas aprovam os que as fazem (31).

O diagnóstico e o Evangelho


O Diagnóstico e o Evangelho

Julio C. S. Celestino



Introdução

“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça. ” – Romanos 5.20

O que deve ser pior do que ir ao médico para fazer alguns exames e receber um diagnóstico trágico? Imagine um consultório médico, e neste consultório há apenas você, o médico e o resultado dos seus exames nas mãos dele. Você está se sentindo bem, está se sentindo saudável, e está ansioso para ouvir o médico dizer que está tudo bem, pegar seus exames e voltar aos seus afazeres do cotidiano tranquilamente.
O médico abre o envelope com o resultado dos seus exames e expressa espanto, olha para você com os olhos arregalados e pergunta: você está vivo?!  - Você acha estranho diz que sim, e ele explica: estou dizendo isso porque você está cheio de tumores espalhados pelo corpo! Você está me ouvindo? Há tumores nos seus ouvidos! Você está me enxergando mesmo?! Sua visão também está comprometida! Sua situação é gravíssima!
Imaginou? Como seria grande o seu desespero!


Mensagem

A lei revela o caráter e a vontade de Deus, mas o homem por si só não pode cumpri-la, porque o homem foi manchado pelo pecado; todos nascemos filhos de Adão. Por isto, a lei serviu como um termômetro, que diagnosticou e mostrou a doença; isto mesmo, a humanidade tornou-se doente através de Adão, e assim como o termômetro detecta a febre e não pode cura-la, a lei mostrou o pecado e ao comparar nossa vida com a lei de Deus detectamos a doença, mas a lei é incapaz de nos salvar, por este motivo o versículo supracitado é enfático em dizer que o pecado abundou no mundo.

No capitulo um de Romanos, Paulo prova que se os gentios dependerem de seus próprios méritos receberão a condenação como salário. Em seguida, no capítulo dois, Paulo prova que os legalistas religiosos, por suas obras, também merecem a condenação da parte de Deus. E por último, no capítulo três, Paulo prova que por suas obras e méritos os judeus também merecem seu lugar no lago de fogo que atormenta dia e noite aquele que nele é lançado. O capítulo três conclui que os homens, seja qual for sua religião, seja qual for sua cultura, se dependerem de suas obras ou da lei para se salvarem, com os seus próprios pés irão todos para o inferno, e assim faz parte o que é chamado de “doutrina da depravação total”. Este é o diagnóstico que o médico te apresentou. Se eu te desse um estojo de lápis de cor para pintar a bíblia, com que cor você pintaria os três primeiros capítulos de Romanos? Creio que você pintaria com uma cor bem sombria, triste, quem sabe um cinza?

         Voltando para o texto, agora nós leremos a palavra mais bonita, mais alegre, mais esperançosa do texto. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; MAS... Este “mas” é lindo, você pode pintar esta palavra com uma cor viva, um dourado, verde quem sabe; este “mas” representa as boas novas do evangelho de Cristo. Para perceber a importância, vamos voltar para o consultório com o doutor.
Imagine agora, depois de o médico te dizer todas aquelas coisas sobre sua saúde, você está desesperado sabendo que vai morrer, e de repente o médico diz: “Seu quadro é gravíssimo, MAS...”. Ouvir esse “mas” ia te trazer tanta esperança, te deixaria tão ansioso que se o doutor completasse: “MAS... vou ali almoçar depois eu volto para te contar”; você ia dizer: “Pelo amor de Deus não vai! Você disse “mas”! Existe uma cura para mim? Eu tenho uma chance de viver? Há uma saída?

“...mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça. ”.

Existe uma cura, existe uma chance de viver, há uma saída! Jesus é esta graça maravilhosa, este favor imerecido que desceu da glória para receber sobre si a sentença de nossos pecados. Esta graça que superabundou é aquela que se fez maldição por nós, derramando teu precioso sangue na cruz do gólgota para no salvar do lago de fogo eterno que foi preparado para satanás e seus anjos. O pecado abundou, isto é uma verdade incontestável, pois, o coração do homem é inclinado para o mal desde sua meninice, mas o Espírito Santo de Deus tem poder para reverter o quadro do pecador e adota-lo como filho para herdar com Cristo as maravilhas celestiais.
“Deus enviou o teu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna”. O texto supracitado diz que o pecado foi grande, mas a glória da misericórdia de Deus é maior, e para a nossa alegria, esta graça está disponível a todos!
Paulo disse que era o pior dos pecadores, mas recebeu a graça maravilhosa da salvação. Você também pode receber esta graça, as portas da casa do Pai ainda estão abertas para você; O Médico dos médicos tem a solução para a sua doença da alma, venha ser filho de Deus através de Jesus se ainda és filho de Adão. Disse Jesus:

- Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. – João 6.37

Domingo: Instituído por Constantino?

Este texto foi extraído da bíblia de estudo DAKE, editora ATOS, pág. 1659
INTRODUÇÃO


Ultimamente tenho ouvido a expressão de que "o domingo é invenção da igreja católica", ou que "o domingo foi instituído por Constantino". Após ler algumas obras como o livro "Do Shabbat para o dia do Senhor", organizado por D.A Carson, descobri que na verdade, o domingo tornou-se um dia especial para os cristãos desde os tempos apostólicos, ou seja, antes mesmo da igreja católica existir. De fato, há uma verdade na afirmação de que a guarda do domingo foi historicamente decretada por Constantino, porém, muitas omissões acerca  dos escritos dos pais da igreja.

Por acaso, encontrei um pequeno artigo na bíblia de estudo DAKE, e gostaria de compartilhar. No final da postagem você pode acessar a um comentário do pastor Ciro Sanches sobre esta bíblia que trouxe tanta polêmica para os estudantes de teologia.



ARTIGO


Os discípulos de Moisés ensinam que Constantino, em 321 d.C., e a Igreja Católica, em 364 d.C., mudaram o sábado para o domingo. Os seguintes fatos da história provam que eles estão historicamente errados:

1- A Enciclopédia Britânica diz o seguinte nos verbetes "sábado" e "domingo": "Na igreja Cristã primitiva, os cristãos judeus continuaram a guardar o sábado, como os outros pontos da lei... Por outro lado, Paulo, nos primeiros dias do cristianismo dos gentios, afirmou claramente que o sábado judeu não era obrigatório para os cristãos. A controvérsia com os judaizantes levou, ao longo do tempo, à direta condenação daqueles que ainda guardavam o dia judeu... Em 321 d.C., Constantino passou o sábado cristão para o domingo, dia de desacanso para todo o Império Romano, entretanto, os cristãos o guardavam por quase 300 anos antes de Constantino fazer dele uma lei".

2- A New International Encyclopedia diz o seguinte acerca do "domingo": "Por algum tempo depois da fundação da igreja cristã, os convertidos do judaísmo ainda guardavam o sábado judeu em maior ou menor grau, a princípio, o que parecia, ao mesmo tempo, com a celebração do primeiro dia; mas, antes do fim do período apostólico, o domingo, conhecido como o dia do Senhor, estabeleceu-se totalmente como o dia especial a ser santificado (separado) pelo descanso do trabalho secular e pela adoração pública. A santificação do domingo parece, incontestavelmente, uma lei definida na igreja por volta do início do século IV; e o imperador Constantino confirmou o costume por meio de uma lei do estado".

3- A Enciclopédia Católica diz o seguinte acerca do "domingo": O domingo era o primeiro dia da semana segundo o método de cálculo dos judeus, mas, para os cristãos, ele começou a assumir o lugar do sábado judeu, nos tempos apostólicos, como o dia separado para a adoração pública e solene a Deus!. Este volume cita inúmero escritos cristãos primitivos do primeir, segundo e terceiro século para provar que o domingo era guardado pelos cristãos desde os tempos primitivos.

4- A International Standard Bible Encyclopedia diz o seguinte sobre "o dia do Senhor": "O dia do Senhor no NT ocorre somente em Apocalipse 1:10, mas, na literatura pós-apostólica, temos as seguintes referências: a Epístola de Inácio aos magnesianos, IX, 1: "Não mais guadando o sábado, mas vivendo de acordo com o dia do Senhor, no qual também a nossa luz se levantou...". Atos 2:46 representa a adoração especial como algo diário. Mas isto não poderia continuar mais... A escolha de um dia especial talvez tenha sido necessária, e este dia teria, sem dúvida, sido o domingo... Os gentios incircuncisos, no entanto, estavam livres de qualquer obrigação no sentido de guardar o sábado... Nenhuma observância de um dia especial de descanso aparece entra as "coisas necessárias" de Atos 15:28,29... Um determinado dia, como uma questão de obrigação divina, é declarado por Paulo como abandono de Cristo (Gálatas 4:9) e a observância do sábado é explicitamente condenada em Colossenses 2:16. Como uma questão de devoção individual, sem dúvida, o homem poderia fazer o que quisesse (Romanos 14:5,6), mas nenhuma regra geral como algo necessário para a salvação poderia ser compatível com a liberdade por meio da qual Cristo fez-nos livres (Gálatas 2:1-21; 3:1-14; 5:1-4,13)".

5- A seguir citamos, dos dez volumes intitulados Pais Ante-Nicenos, os escritos dos pais da igreja primitiva até 325 d.C., e antes de Constantino e a Igreja Católica, segundo suposições, terem mudado o sábado para o domingo:

(1) Inácio, bispo de Antioquia, que viveu no tempo dos apóstolos, 30-107 d.C.. Ele, como Policarpo, foi um discípulo de São João e um dos que deveriam conhecer a prática cristã entre os cristãos primitivos acerca do sábado. Ele escreveu: "E, após a observância do sábado (que os judeus guardavam), que todo amigo de Cristo guarde o dia do Senhor como uma festa, o dia da ressurreição, o principal de todos os dias da semana... no qual a nossa vida tornou a surgir, e a vitória sobre a morte foi obtida em Cristo... é irracional falar de Jesus Cristo com a língua e alimentar na mente um judaísmo que tem chegado ao fim... Se alguém pregar a lei judaica a vós, não o ouçais. Ora, é melhor dar ouvidos à doutrina cristã de um homem que é incircunciso a dar ouvidos ao judaísmo de alguém que é incircunciso" (Volume 1, pp. 63-82).

(2) Na epístola de Barnabé, reconhecido como companheiro de Paulo por Clemente, Orígenes e outros, lemos: "Ele lhes disse: "As vossas luas novas e os vossos sábados não posso suportar" (Isaías 1:13). Vós percebeis como Ele fala: Os vossos presentes sábados não são aceitáveis para mim... Farei um começo do oitavo dia, ou seja, um começo de outro mundo. Portanto, também guardamos o oitavo dia com alegria, o dia em que Jesus ressurgiu dos mortos" (Volume 1, p. 147).

(3) Justino, o mártir, um gentio que nasceu perto da fonte de Jacó por volta de 110 d.C., escreve: "E no dia que se chama domingo, todos que habitam nas cidades ou na terra reúnem-se em um lugar, e as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas são lidos... Mas o domingos é o dia em que realizamos nossa assembléia comum, porque é o primeiro dia em que Deus, tendo feito uma mudança nas trevas e nas matéria, criou o mundo; e Jesus Cristo, nosso Salvador, ressurgiu dos mortos no mesmo dia" (Volume 1, p. 186).
Neste diálogo com Trifo, um judeu, Justino, o mártit, diz: "Há alguma outra coisa, meus amigos, em que somos culpados, senão esta: que não vivemos de acordo com a lei, nem que somos circuncidados na carne como vossos antepassados, nem observamos os sábados como vós fazeis ?... Os cristão observariam a lei se não soubessem por que ela foi instituída... Ora, nós também observaríamos a circuncisão da carne, e os sábados, e sumariamente todas as festas, se não soubéssemos por que razão eles foram a vós impostos... Como pode ser isto, Trifo, que não observaríamos aqueles rituais que não nos afetam - falo da circuncisão carnal, dos sábados e das festas ?... Os gentios, que creram nele, e que se arrependeram de seus pecados... receberão a herança juntamente com os patriarcas... ainda que não tenham guardado o sábado, nem sido circuncidados, nem observado as festas... Cristo é em vão para aqueles que observam a lei... O sábado e os sacrifícios e as ofertas e as festas... chegaram ao fim naquele que nasceu de uma virgem... Mas se alguns, pela fraqueza de espírito, quiserem observar tais instituições como foram dadas a Moisés... juntamente com sua esperança em Cristo... eles provavelmente serão salvos" (Volume 1, pp. 199-218).

(4) Tertuliano, presbítero da igreja norte-africana, que nasceu por volta de 145 d.C., escreve: "O Espírito Santo repreende os judeus por causa de seus dias santos. "Os vossos sábados, e as luas novas, e as cerimônias que minha alma odeia... Por nós (cristãos), para quem os sábados são estranhos... aos gentios, cada dia de festa ocorre senão uma vez por ano: vós (cristãos) tendes um dia de festa todo oitavo dia... Os outros supõem que o sol é o deus dos cristãos, porque é um fato conhecido que nós oramos para o oriente, ou porque fazemos do domingo um dia de festa... vós, que nos reprovais com o sol e o domingo, deveríeis considerar a vossa proximidade a nós. Não estamos distantes do vosso sábado e de vossos dias de descanso... Conseqüentemente, à medida que a abolição da circuncisão da carne e da velha lei demonstra ter sido consumada em seus tempos específicos, assim também a observância do sábado demonstra ter sido temporária" (Volume III, pp. 70, 123, 155, 313, 314).

(5) Em The Teachings of the Twelve Apostles (Os Ensinos dos Doze Apóstolos), escritos por volta de 80 d.C., lemos: "Mas, em todo dia (domingo) do Senhor, vós vos reunis e partis o pão e dais graças" (Volume VII, p. 381).

(6) Nas Constituições dos Santos Apóstolos (século III), lemos: "Quebrais o vosso jejum... o primeiro dia da semana, que é o dia do Senhor... Após oito dias, que haja outra festa observada com honra, no próprio oitavo dia (Volume VII, p. 447).

(7) Em The Teachings of the Apostles (Os Ensinos dos Apóstolos), escritos em 105 d.C., lemos: "Os apóstolos, portanto, estabeleceram: ...no primeiro dia da semana que haja culto e leitura das Sagradas Escrituras, e a oblação (a ceia do Senhor): porque, no primeiro dia da semana, nosso Senhor ressurgiu sobre o mundo e ascendeu ao Céu" (Volume VIII p. 668).

(8) Irineu, 178 d.C., ao argumentar que os sábados judeus eram sinais e símbolos, e que não daveriam ser observados uma vez que a realidade era que eles eram sombras que haveriam de vir, diz: "O mistério da ressurreição do Senhor não pode ser celebrado em um outro dia que não seja o dia do Senhor e é somente nele que devemos observar o rompimento da Festa Pascal... o Pentecostes aconteceu no primeiro dia da semana e estava, portanto, associado ao dia do Senhor."

(9) Clemente de Alexandria, 174 d.C., diz: "O velho sétimo dia não se tronou nada mais do que um dia de trabalho".

(10) Teófilo, pastor de Antioquia, 162 d.C., diz: "Costume e razão desafiam-nos no sentido de que devemos honrar o dia do Senhor, vendo que foi neste dia que o nosso Senhor consumou sua ressurreição dos mortos".

(11) Orígenes, por volta de 200 d.C., diz: "João Batista nasceu para preparar um povo para o Senhor, um povo para Ele no final da aliança, agora velha, que é o fim do sábado... É uma das marcas de um perfeito cristão guardar o dia do Senhor".

(12) Vitoriano, 300 d.C., diz: "No dia do Senhor, nós partimos o nosso pão e damos graças, para que não pareçamos observar qualquer sábado juntamente com os judeus, o qual o próprio Cristo, o Senhor do sábado, em seu corpo aboliu" (Seção 4, On The Creation [Na Criação]).

6- Eusébio, o pai da história da igreja, que traçou uma história do tempo entre o crescimento de Cristo e Constantino, e que viveu de 265-340 d.C., diz: "Desde o começo, os cristão reuniam-se no primeiro dia da semana, que chamavam de o dia do Senhor, com o propósito de realizar uma adoração religiosa, ler as Escrituras, pregar e celebrar a ceia do Senhor... o primeiro dia da semana no qual o Senhor conquistou a vitória sobre a morte. Portanto, ele tem a preeminência, a primeira posição, e é mais honroso do que o sábado judeu".


FONTE E ANÁLISE

O que dizer sobre a a bíblia de estudo DAKE? É uma bíblia confiável? Existem vários artigos sobre esta bíblia na internet, os quais eu li antes de adquirir um exemplar da mesma. Então, eu gostaria de recomendar uma pequena análise do pastor Ciro Sanches sobre esta obra. O esclarecimento do pastor me foi muito útil, espero que seja para você também. 




Pr. Ciro Sanshes










28/09/2015
Julio C. S. Celestino 

30 Conselhos para jovens teólogos

Por John Frame


1. Considere que você pode realmente não ser chamado para o trabalho teológico. Tiago 3:1 nos diz que muitos de nós não devem tornar-se mestres e que os mestres serão julgados com maior rigor. A quem muito (conhecimento bíblico) é dado, muito exigido.

2. Valorize seu relacionamento com Cristo, sua família, e com a igreja acima de suas ambições de carreira. Você vai influenciar mais pessoas por sua vida do que por sua teologia. E deficiências em sua vida podem negar a influência de suas ideias, mesmo que essas ideias sejam verdadeiras.

3. Lembre-se que o trabalho fundamental da teologia é entender a Bíblia, a Palavra de Deus, e aplicá-la às necessidades das pessoas. Tudo o mais, especificação histórica e linguística, perspicácia exegética, o conhecimento da cultura contemporânea e sofisticação filosófica, deve estar subordinado a esse objetivo fundamental. Se não for assim, você pode ser aclamado como um historiador, linguista, filósofo ou crítico de cultura, mas você não vai ser um teólogo.

4. Ao fazer o trabalho da teologia (descrito no ponto acima), você tem a obrigação de construir um argumento para o que você defende. Isso deveria ser óbvio, mas a maioria dos teólogos hoje não tem a menor ideia de como fazer isso. A teologia é uma disciplina argumentativa, e você precisa saber o suficiente sobre lógica e persuasão para construir argumentos que são válidos, sólidos e persuasivos. Na teologia, não é suficiente apenas demonstrar o conhecimento da história, da cultura, ou algum outro conhecimento. Também não é o suficiente citar pessoas que concordam com você e reprovar as pessoas que discordam. Você realmente tem que construir um argumento teológico para o que você afirma.

5. Aprenda a escrever e falar de forma clara e convincente. Os melhores teólogos são capazes de apresentar ideias complexas numa linguagem simplificada. Não tente convencer as pessoas de seu conhecimento através de uma linguagem obscura, sem transparência.

6. Cultive uma intensa vida devocional e ignore as pessoas que criticam isso acusando-lhe de pietismo. Orai sem cessar. Leia a Bíblia, não apenas como Lê um texto acadêmico. Valorize todas as oportunidades de participar de cultos e reuniões de oração no seminário e aos domingos na igreja local. Dê atenção à sua “formação espiritual”.

7. Um teólogo é, essencialmente, um pregador, embora ele normalmente lide com assuntos mais emblemáticos do que pregadores lidem. Mas deve ser um bom pregador. Encontre alguma maneira de fazer a sua teologia falar ao coração das pessoas. Encontre uma maneira de apresentar o seu ensino para que as pessoas ouçam a voz de Deus nele.

8. Seja generoso com seus recursos. Passe algum tempo conversando com alunos e futuros alunos. Doe livros e artigos. Não seja mesquinho quanto à questão dos direitos autorais; conceda permissão de cópia a qualquer um que lhe pedir. Ministério primeiro, segundo dinheiro.

9. Ao criticar outros teólogos, tradições, ou movimentos, siga a ética bíblica. Não diga que alguém é um herege, a menos que você tenha um caso muito claro diante de si. Não banalize termos do tipo "outro evangelho". (As pessoas que ensinam outro evangelho estão debaixo da maldição de Deus). Não destrua a reputação das pessoas com citações erradas, fora de contexto ou tomando suas palavras no pior sentido possível. Seja gentil e gracioso, a menos que você tenha motivos irrefutáveis ​​para ser duro.

10. Quando se levantar uma controvérsia, não assuma um dos lados imediatamente. Faça algum trabalho analítico em primeiro lugar, analisando ambas as posições. Considere as seguintes possibilidades: (a) que as duas partes podem estar olhando para o mesmo problema a partir de diferentes perspectivas, mas não se contradizem; (b) ambos os labos podem estar despercebidamente desprezando um ponto que poderia fazê-los pensar de maneira conjunta; (c) que eles não se comunicam entre si porque usam os mesmos termos de formas distintas; (d) que existe uma terceira alternativa, bem melhor do que qualquer um dos pontos das posições opostas e que poderia uni-los; (e) que as suas diferenças, embora legítimas, deveriam ser toleradas na igreja, como eram as diferenças entre os vegetarianos e comedores de carne citados em Romanos 14.

11. Se você tiver uma ideia brilhante, não espere que todos possam abraça-la imediatamente. Não comece imediatamente uma facção para promovê-la. Não insulte aqueles que não apreciam o seu pensamento. Argumente delicadamente com eles, reconhecendo que você pode estar errado e talvez não tenha a humildade para assumir.

12. Não seja abusivamente crítico com tudo o que vem de uma tradição diferente. Seja humilde o suficiente para considerar que outras tradições podem ter algo a ensinar-lhe. Seja dócil antes de começar a ensiná-los. Tire a trave do seu próprio olho.

13. Esteja disposto a reexaminar sua própria tradição com um olhar crítico. É razoável pensar que qualquer única tradição tem toda a verdade ou está sempre certa. E, a menos que os teólogos desenvolvam perspectivas críticas sobre suas próprias confissões e tradições, a reunião do corpo de Cristo nunca ocorrerá. Não seja um desses teólogos que são conhecidos principalmente por tentar fazer arminianos virarem calvinistas (ou vice-versa).

14. Veja os documentos confessionais com a perspectiva adequada. É o trabalho da teologia, entre outras coisas, repensar as doutrinas das confissões e reformá-las, quando necessário, pela Palavra de Deus. Não presuma que tudo na confissão está bem resolvido para sempre.

15. Não deixe que suas críticas sejam governadas por ciúme, como quando um teólogo se acha na obrigação de ser totalmente negativo para com o sucesso de uma mega-igreja.

16. Não se torne conhecido como um teólogo que atira constantemente na direção de outros teólogos e cristãos. Os nossos inimigos são: Satanás, o mundo e a carne.

17. Proteja seus instintos sexuais. Fique longe de pornografia na Internet e relacionamentos ilícitos. Teólogos não estão imunes aos pecados que afligem outros na igreja.

18. Seja ativo em uma boa igreja. Teólogos precisam dos meios da graça, tanto quanto os outros crentes. Isto é especialmente importante quando você está estudando em uma universidade secular ou seminário liberal. Você precisa do apoio de outros crentes para se manter na perspectiva teológica adequada.

19. Obtenha sua formação básica em algum seminário que ensina a Bíblia como a Palavra de Deus. Procure familiarizar-se com a teologia das Escrituras antes de se expor (se for o caso) a formas de pensamentos não bíblicas.

20. Aprecie a sabedoria, mesmo a sabedoria teológica dos cristãos relativamente iletrados. Não seja um desses teólogos que sempre tem algo negativo a dizer quando um crente simples descreve sua caminhada com o Senhor. Não as subestime, comparando-as com Helmut Thielicke "o pedestal da iluminação". Muitas vezes, os crentes simples conhecem a Deus melhor do que você, e você precisa aprender com eles, como fez, por exemplo, Abraham Kuyper.

21. Não seja um desses teólogos que fica animado sobre cada nova tendência na política, cultura, hermenêutica, e até mesmo teologia e que acha que temos que reconstruir nossa teologia para ir junto com cada tendência. Não pense que você tem que ser um feminista, por exemplo, só porque todo mundo é. A maioria das teologias que tentam ser culturalmente mais conhecidas não são bíblicas.

22. Desconfie de todos os modismos da teologia. Quando todo mundo pula em algum movimento teológico, quer teologia narrativa, feminismo, história da redenção, lei natural, liturgia, libertação, pós-modernismo, ou o que vier, este é o tempo para despertar suas faculdades críticas. Não entre no movimento a menos que você tenha feito o seu próprio estudo. Quando uma corrente teológica surge, reflita na seguinte questão: "O que há de errado com isso?" Há sempre alguma coisa errada. Não necessariamente o mais novo é o mais correto. De fato, muitos movimentos novos se tornarão falsos passos.

23. Nosso sistema de educação em nível de doutorado requer "pensamento original", mas isso pode ser difícil de fazer, uma vez que a igreja vem estudando as Escrituras por milhares de anos. Você vai ser tentado a realizar algo que seja novo (possivelmente escrevendo uma tese que não é propriamente teológica em tudo no sentido do ponto 3). Tente fazê-lo sem sair do caminho de uma teologia verdadeira.

24. Ao mesmo tempo, não rejeite a inovação simplesmente porque é inovadora. Ainda mais, não rejeite uma ideia simplesmente porque ela não soa com o que você está acostumado. Aprenda a distinguir o “som de uma ideia” do o que ela diz de fato.

25. Seja crítico com argumentos que se transformam em metáforas ou termos técnicos extra bíblicos. Não presuma que cada um tem um significado perfeitamente claro. Normalmente, não é este o caso.

26. Aprenda a ser cético com aqueles que são céticos. Estudiosos incrédulos e liberais são tão propensos a erros como qualquer pessoa - na verdade, mais ainda.

27. Respeite os mais velhos. Nada é tão ruim do que tornar-se um jovem teólogo que despreza aqueles que têm trabalhado no campo por décadas. Desacordo é bom, desde que você reconheça a maturidade e as contribuições daqueles que você discordar. Guarde 1 Timóteo 5: 1 para o coração.

28. Teólogos jovens muitas vezes se imaginam como o próximo Lutero, assim como os meninos se imaginam como o próximo Peyton Manning* ou Kevin Garnett**. Quando eles estão velhos demais para brincar de cowboys X índios, eles querem brincar de Lutero X Papa. Quando o Papa não entra na brincadeira, eles pegam alguém e dizem: “Aqui está você”. Provavelmente Deus não te escolheu para ser o líder de uma nova Reforma. Se ele escolheu, não chame a si mesmo de "reformador". Deixe que os outros decidam se isso é realmente o que você é.

29. Decida no início de sua carreira (depois de algumas experiências) o que focar e o que não. Ao considerar oportunidades, é tão importante (talvez até mais) saber quando dizer “não” como saber quando dizer “sim”.

30. Não perca seu senso de humor. Devemos levar Deus a sério, não a nós mesmos, e certamente não a teologia. Perder o seu senso de humor é perder seu senso de proporção. E nada é mais importante na teologia do que um senso de proporção.

(Texto original aqui)

É lícito comer coisas sacrificadas aos ídolos?

Doces oferecidos a crianças e adultos no dia 27 de setembro.

Muitas pessoas têm dúvidas se é pecado consumir alimentos que são oferecidos aos ídolos. Algumas pessoas usam o texto de Romanos 14. 14 que diz: "Eu sei e estou persuadido, no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesmo impura, a não ser para quem acha que é, para este somente é impura". Mas ao meu ver, existem problemas em consumir alimentos oferecidos aos ídolos.

Em primeiro lugar, digo que não é bom consumir estes alimentos por pelo menos 2 motivos:


1º - Os doces oferecidos são como um saboroso "cartão de visita" da idolatria.
2º - Adquirindo, consumindo e ensinando aos outros irmãos que não tem problema fazer isto, você estará contribuindo de alguma forma a idolatria por detrás da prática (marketing).


Em segundo lugar, Paulo afirma que se não soubermos a procedência do alimento não há problema. Mas, se soubermos, é melhor procurar outra opção de se alimentar. Confira no texto de 1 Co 10.27-28:

 "E, se algum dos infiéis vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência. Mas se alguém vos disser: isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor, e toda a sua plenitude".

Ou seja, mesmo que o texto não esteja falando de balas de Cosme e Damião, há um princípio nele. Se eu comer doces oferecidos sem saber, tudo bem. Mas sendo cristão, e sabendo que foi oferecido, não devo comer por causa da consciência (devendo conscientizar os outros também, porque omissão também é pecado).

Seria muito estranho, ver os pais da minha igreja fazendo uma economia no bolso, indo e anunciando para os outros membros da família que o centro espírita de "fulano" está distribuindo bala para as crianças, e todos irem lá buscar. Se eu tenho a opção de comprar o alimento, não vou consumir os oferecidos (muito menos ensinar a meus filhos que podem ir lá pegar sem problemas).

A bíblia é clara ao dizer em 1ª Coríntios 10.14: "Portanto, meus amados, fugi da idolatria".

1ª Coríntios 10.18-20 diz claramente: "Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar? Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios".

Resumindo, em Apocalipse 2.14 Jesus aponta o pecado de comer dos "sacrifícios da idolatria". Mas se o crente não tiver o que comer, o mal que havia na mente de quem ofereceu o alimento não o fará mal, pois Deus sabe de todas as coisas, e conhece a causa do faminto.

Contudo, se eu posso me alimentar fora da idolatria, por que eu iria buscar alimento lá?




Julio Celestino

Comentário de Romanos 3.31



“Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma; antes, estabelecemos a lei.”

Este versículo, que diz claramente que a fé estabelece ou confirma a lei, significa que o apóstolo Paulo está ensinando para a igreja, que mesmo tendo fé em Jesus, devemos estar debaixo da lei mosaica?
Sabemos que não somos justificados pelas obras da lei (Rm 3.19-20). Neste capítulo (e na maior parte da epístola), Paulo está tratando do assunto da justificação pela fé e não pelas obras. Mas como a Fé confirma a Lei? Apresento-lhes cinco motivos bíblicos para mostrar de que maneira a fé estabelece a lei:


1. Reconhecendo Cristo como o sujeito de seus ritos e cerimônias (Lc 24.44; Cl 2.14-17; Hb 8-10)
2. Pelo cumprimento da lei em Cristo (Mt 5.17)
3. Porque a lei nos leva à sua finalidade (Rm 10.14)
4. Por cumprir nos homens a justiça que a lei exigia, mas não podia dar (Rm 8.3).
5. Por incluir seus princípios morais e espirituais no N.T. (Hb 8.6).

Concordo com a explicação de D.L. Moody quando diz: A essência da lei da fé é que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei (Rm. 3:28). O Senhor é aquele que declara os homens justificados. Ele é o Deus, tanto de judeus como de gentios (v. 29). Ele declara que os judeus são justificados por causa da (ek) fé, e os gentios mediante a (diá) fé. Nos tais exemplos a fé é a causa da declaração de Deus. Assim ambos, judeu e gentio, encontram aceitação com Deus da mesma maneira - através de uma submissão pessoal a Ele, uma confiança pessoal nEle. Este fato não significa que a Lei seja anulada Antes, confirmamos a lei, ou estabelecemos. Ela é confirmada no seu papel de tornar os homens cônscios do pecado (v. 20). A lei confronta os homens não apenas com o seu próprio pecado, mas também com o Doador da Lei. Quando os homens confiam em Deus, o Doador da Lei, estão exatamente no lugar onde a lei tinha a intenção de colocá-los.

            Por fim, quando ouço alguém dizer que eu preciso ter fé em Jesus, e aceita-lo como meu único e suficiente salvador e usar a bíblia como a única regra de fé e prática, mas... Não posso fazer a barba, não posso usar bermuda, ou que alguém precisa usar uma roupa até determinada distância no corpo ou guardar determinado dia para salvação; ela estará ensinando que para justificação nós precisamos da Graça de Deus + alguma coisa (obras). Devemos desejar obedecer a lei de Deus, mas jamais, nenhum ser humano será justificado por ela. Ela já nos levou para a sua finalidade, Cristo Jesus.



Julio C. S. Celestino

Popular Posts

Like us on Facebook

Flickr Images